Em Julho, a área de programação
Arte e Arquitectura recebeu, em residência artística, os fotógrafos
Filip Dujardin e J.H. Engström. Estas visitas decorreram no âmbito do projecto “Missão Fotográfica, Paisagem Transgénica”, e teve curadoria de Pedro Bandeira e Paulo Catrica.
O projecto “Missão Fotográfica, Paisagem Transgénica” foi uma proposta de reflexão sobre o território do concelho de Guimarães na abordagem de fotógrafos consagrados. Esta aproximação pressupôs a existência, no distanciamento geográfico, de razões culturais e sensibilidades específicas capazes de produzir leituras alternativas e contradizer o sentido homogeneizador da globalização.
Esta “missão fotográfica” teve como tema a arquitectura e a paisagem enquanto construção cultural e a fotografia enquanto instrumento de reflexão estética sobre um território que se esforça por resistir às mais recentes conturbações económicas, e que implicaram, de modo expressivo na região, uma deslocação global da indústria têxtil.
Para dar corpo a esta missão foram convidados os fotógrafos Guido Guidi,
Katalin Deér,
J.H. Engström e
Filip Dujardin, que interpretaram um território que o geógrafo Álvaro Domingues denomina por “paisagem transgénica”. O trabalho produzido pelos quatro fotógrafos resultou numa exposição, em 2012, com a produção da
TecMinho e da
Escola de Arquitectura da Universidade do Minho.
BIOGRAFIAS
FILIP DUJARDINNascido na Bélgica em 1971, Filip Dujardin é licenciado em fotografia pela Koninklijke Academie voor Schone Kunsten de Gent e Historiador de Arte pela Universiteit Ghent. Trabalhou durante dois anos como assistente técnico do fotógrafo Carl de Keyzer. No início de 2008 expôs no “Bozar” em Bruxelas, seguindo-se uma série de exposições internacionais das quais se destaca:
Vero, Falso, Verosimile (exposição colectiva no Laboratório Casabela);
Imaginary Architecture: Photographs of Filip Dujardin (Chazen Museum of Art, EUA);
Ostrale 09 (Internationale Ausstellung für Zeitgenössische Künste, Alemanha). Os seus trabalhos, especialmente as ficções construídas a partir de fragmentos de realidade, têm sido amplamente publicados no âmbito de edições de fotografia e de arquitectura: destaca-se a revista
Casabela (Itália); revista AB (EUA); a revista Scopio (Portugal); ou o livro
Beyond Architecture Imaginative Buildings and Fictional Cities (Berlin: Gestalten Verlag Berlin, 2009) entre outras.
JH ENGSTRÖMJ.H. Engström nasceu na Suécia em 1969. Em 1991 foi assistente do fotógrafo Mario Testino, em Paris, e em 1993 foi assistente de Anders Petersen, em Estocolmo. Em 1997 licenciou-se no Photography and Film Department da Universidade de Gotemburgo. No mesmo ano publicou o livro
Shelter (Bokförlaget DN, 1997). O seu livro
Trying to Dance (Journal, 2004) foi seleccionado para a short-list do prémio Deutsche Börse Photography 2005. Seguiu-se a publicação de Haunts (Steidl, 2006), CDG/JHE (Steidl, 2008) e
From Back Home em co-autoria com Anders Petersen (Max Ström, 2009). Encontra-se neste momento a preparar o projecto Wells, a ser editado pela prestigiada Steidl. JH Engström é representado pela galeria VU (Paris) e pela galeria GUN (Estocolmo).