Com este projeto, pretendemos abordar os paradoxos que nos constituem, que criam a tensão que nos move e submete, mas que por nos serem tão constituintes e diversos dificilmente conseguimos ter a distância suficiente para os diagnosticar, ficando assim pouco mais do que uma impressão.
Esses paradoxos tendem a provocar incómodo e, consequentemente, discurso, para que o incómodo amenize. São uma espécie de dor que não é profunda – é genérica, geracional, uma moínha. E por isso essa constante, essa comichão, essa omnipresença, só pode ser percetível pela fragmentação, pela descontextualização e pela ironia.
O espetáculo “prometido” é algo que não chega realmente a acontecer.
Cartaz
Direção e Interpretação: Andresa Soares
Cocriação e Interpretação: Carlos Monteiro, Lígia Soares e Sara de La Féria
Composição e Direção Musical: Diogo Alvim
Direção Técnica: Rui Alves
Performers Convidados: Carlos Correia e Inês Lemos
Assistência/Fotografia: Marta Brito
Tela: Rita Barbosa
Tradução/Legendagem: Eduardo Brandão
Produção Executiva: Maria João Garcia
Produção: Máquina Agradável
Coprodução: Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura
Apoios: ACCCA, Demimonde, Escola Francisco de Holanda
Agradecimentos: Alexandra Sargento, Célia Lobo, Gonçalo Paulitaurino, Joana Gusmão, Lucy Delbreil, Madalena Pimentel, Maria Carita, Miguel Andrade, Nuno Baptista, Rui Monteiro e Zé Rui